14 de julho de 2017

A descoberta da deriva continental


O leitor Rodrigo A. nos enviou uma série de "afirmações" que, na visão de mundo dele, corroboram fatos sobre a macroevolução. O leitor escreve: 

"...Além disso, você ignora o fato de que a própria ideia da evolução permitiu que pudéssemos descobrir a deriva continental..."

Mas, afinal, o que é deriva continental ?

Deriva continental é o nome de uma teoria mais tarde "incorporada" à Teoria Tectônica de Placas, que trata do movimento dos continentes pelo globo terrestre. Esse teoria afirma que as terras emersas do nosso planeta vêm se movimentando desde sua consolidação, e continuam nesse deslocamento, em grande parte pela influência da ação no núcleo incandescente da Terra. Assim, as posições que os continentes e ilhas do planeta ocupam hoje no mapa eram e serão bem diferentes da configuração atual, ou seja, os continentes estão à deriva pelo oceano, em movimento sem direção determinada.



Super Continente



As perguntas que queremos fazer são:

1) A ideia da evolução permitiu descobrir a deriva continental?

Não. Basta olharmos para um mapa plano da Terra que conseguimos perceber que a América se encaixa na África e que existem centenas de outras similaridades e evidências que apontam para a separação dos continentes (muito antes da formulação da teoria da evolução). Até uma criança poderia chegar a essa conclusão observando o mapa do globo terrestre. A ideia da evolução pode fazer uso da teoria da deriva continental para afirmar seus pontos de vista e fazer suas hipóteses terem sentido, mas afirmar que por causa da ideia da evolução a deriva continental foi descoberta é atribuir aos pensadores evolucionistas poderes quase "sobrenaturais". 

2) O que a Bíblia fala sobre o assunto?

Com relação ao "descobrimento da deriva continental", a Bíblia deveria participar dos créditos, pois em Gênesis 1:9 é relatada a criação da "porção seca" de terra. O relato diz que era apenas uma porção de terra, no singular.

Em geologia, Rodínia refere-se a um supercontinente que existia e que abrangia a maior parte da porção continental da Terra. Acredita-se que se quebrou em oito continentes cerca de "750 milhões de anos atrás". Os movimentos dos continentes antes da formação de Rodínia são incertos. Entretanto, os movimentos das massas continentais depois do rompimento do supercontinente são mais bem compreendidos e continuam sendo objetos de pesquisa. Os oito continentes que compunham Rodínia foram posteriormente reunidos em outro supercontinente chamado Panótia e, depois, Pangeia. Os vestígios de Rodínia podem ser encontrados pela América do Sul. No Brasil, podem ser representados pelo cráton São Luís, pela província Borborema, pelo bloco Parnaíba, pelos crátons São Francisco e Paranapanema, pelo bloco Rio Apa, pelo cráton Luiz Alves, pelo maciço Curitiba, parte do cráton Rio da Plata, sendo o principal vestígio o cráton Amazônico que compreende vários estados do Norte do Brasil e parte da região Centro-Oeste. Rodínia vem da palavra russa e búlgara Rodina que significa "terra natal" e é usada em vários contextos.

O evento que deu "início" ao afastamento dos continentes foi certamente o dilúvio, pois o "rompimento" das fontes subterrâneas, terremotos e eventos geológicos que ocorreram foram suficientes para dar início à separação dos continentes.

Esse fato também explica a origem dos fósseis já encontrados, pois a grande maioria desses fósseis foi produzida em rochas sedimentares (processo pelo qual substâncias minerais ou rochosas, ou substâncias de origem orgânica, depositam-se em ambiente aquoso). Há considerável evidência de que os continentes se moveram, separando-se. Pode não ter ocorrido que todo o movimento das placas dos continentes fosse completado durante o dilúvio; e movimentos significativos das placas podem ter continuado por algum tempo após o dilúvio.

Processo de Fossilização

De qualquer forma, as causas desse movimento não são bem compreendidas. Não se sabe se um movimento rápido das placas pode ter sido facilitado pelas “águas sob a terra” ou o rompimento das “fontes do abismo”, mas vale a pena considerar essa possibilidade. Atualmente, elas se movem muito lentamente, mas poderiam se mover mais rápido se houvesse condições apropriadas. No tempo presente, o monte Everest tem dois metros a mais do que tinha quando medido em 1954 pelos geólogos, devido a esse constante movimento das placas tectônicas.

Atualmente existem muitos estudos que visam a explicar o movimento dessas placas tectônicas. Uma teoria interessante que sugiro aos leitores é a teoria das hidroplacas. Um livro bom sobre o assunto é a obra de Walter Brown In the Beginning: Compelling Evidence for Creation and the Flood.

Existe uma hipótese que diz que os dinossauros morreram com a queda de um grande meteoro na Terra, a qual é ensinada nas escolas como um fato já estabelecido. Costumamos repeti-la sem ao menos pensar no fato de que o meteoro matou animais tão grandes e resistentes como os dinossauros, mas deixou vivas outras espécies animais bem mais sensíveis e frágeis. Por outro lado, o dilúvio explica bem a grande mortandade desses animais, pois devido ao tamanho de algumas espécies seria necessária grande quantidade de material e, também, um tempo curto para sedimentá-los.

As águas que desceram do céu e, também, as que vieram do subsolo foram suficientes para cobrir em 15 côvados as montanhas mais altas por dois motivos: (1) a superfície terrestre era bem mais plana naquele período e (2) as montanhas atuais foram formadas por compressão ou sobreposição da crosta terrestre, na época em que as placas continentais estacionaram e todo esse material foi-se projetando para cima.

Conclusão

A teoria da deriva continental tem mais a favorecer o relato bíblico do que supostamente ser fruto da ideia evolutiva, como declarou nosso leitor. O fato é que muito há de se estudar ainda nessa área da geologia, e as evidências descobertas nos últimos anos em nada minimizam o relato bíblico.

Agora, para concluir, queremos deixar um pensamento para reflexão: Se a Bíblia é a verdade e ela acerta em contar o que aconteceu no passado, ela deve também acertar os eventos que irão acontecer no futuro. E eventos geológicos que nunca antes se viu na Terra estão agendados no Apocalipse. Sugiro que todos permaneçam na nova "arca", pois lá estaremos seguros.

Um comentário:

  1. Devo observar que a Bíblia realmente confirma a existência de uma única e grande massa de terra no mundo originalmente criado, e essa massa de terra é caracterizada por granito em sua composição, ao passo que o basalto está associado às atuais bacias oceânicas. Que houve uma separação de várias porções desse continente original isso é óbvio e faz parte dos dados. Mas afirmar que essa separação é fruto da deriva das partes de terra seca compostas por granito, sobre o manto superior, isso é algo a ser demonstrado, haja vista a grande quantidade de problemas nessa teoria, ignorados pela academia, num novo paradigma da geologia. Celio João Pires

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