22 de junho de 2017

Sopa primordial #6: organizando os elementos


Outro dispositivo a que toda experiência sobre a origem da vida recorre é o sifão para proteger os produtos finais que foram formados. Os aminoácidos são delicados e facilmente se quebram, voltando aos elementos dos quais eles são compostos. Quando a eletricidade ou o calor são usados como fonte de energia para induzir os elementos químicos a se ligarem e formar aminoácidos, essa mesma energia pode também quebrá-los. Assim, o pesquisador tem que achar alguma forma de proteger os delicados compostos químicos. A solução é construir um sifão que remova os aminoácidos do local da reação assim que são formados, para protegê-los da desintegração. O aparato de Miller era um quadrado de vidro com tubulação ligada a um bulbo no topo, cheio de eletrodos para criar faíscas, e uma elevação em forma de “U” na parte de baixo, cheia de água para capturar os aminoácidos. Miller drenava o sifão para remover os aminoácidos da área da reação a fim de que não se quebrassem de novo.

Para entender por que isso e tão importante, imagine que você seja uma criança saboreando uma tigela de sopa de letrinhas. Quando mexe a sopa, você é, nesse caso, uma fonte de energia. Mexendo devagar, você pode fazer com que umas poucas letras se alinhem e formem pequenas palavras, como “P-A-R-A” ou "P-O-R”. Mas, ao continuar mexendo, sua colher vai rapidamente espalhar as letras de novo, a menos que retire as palavras e as coloque cuidadosamente em um prato. É isso que o sifão faz: ele retira os aminoácidos e os coloca cuidadosamente fora de perigo, e os preserva.

O problema é que, mais uma vez, a natureza não vem equipada com sifões convenientes para proteger as delicadas unidades básicas da vida. Quaisquer aminoácidos que possam se formar de modo espontâneo na natureza se desintegrariam com rapidez. Por isso, um sifão é absolutamente necessário para uma experiência, mas ele com certeza faz a experiência completamente irrelevante para confirmar qualquer teoria da origem da vida.

Em todos os aspectos, as experiências que provocaram tanta empolgação se mostraram artificiais. Como resultado, até as experiências mais bem-sucedidas sobre a origem da vida não nos dizem quase nada sobre o que poderia ter acontecido em condições naturais. Elas nos dizem somente o que acontece quando um cientista brilhante manipula as condições, “conduzindo” os materiais ao longo dos caminhos químicos necessários para produzir as unidades básicas da vida.

Então, o que essas experiências realmente provam? Que a vida somente pode ser criada com um agente inteligente direcionando, controlando e manipulando o processo. Os últimos achados científicos não desacreditam a fé bíblica; ao contrário, proveem evidência positiva de que a origem da vida requer um agente inteligente - um criador.

Leia a série sopa primordial completa aqui:

1 - Conhecendo o problema

2 - Aminoácidos problemáticos
3 - O problema do oxigênio
4 - O problema matemático
5 - Laboratório vs. natureza
6 - Organizando os elementos

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