13 de junho de 2017

Sopa primordial #5: laboratório vs. natureza


A experiência de Miller foi controlada em laboratório. Mas seria válida se fosse feita na natureza ? Por exemplo, na natureza, os elementos químicos quase nunca são encontrados em estado puro. Como resultado, ninguém pode predizer com certeza que reações acontecerão. Substancias A e B podem reagir efetivamente no laboratório, onde formas purificadas e isoladas são usadas. Mas, na natureza, há quase sempre outros elementos químicos – C e D - ao redor, o que significa que a substancia A pode reagir com C ao invés de reagir com B, rendendo resultado completamente diferente do que o cientista esperava. Em outras palavras, na natureza há todo tipo de reação concorrente. Desse modo, como os cientistas evitam o problema das reações concorrentes? Eles destampam suas garrafas e derramam somente ingredientes puros e isolados. Quando a experiência envolve mais do que um passo, tal como ir de aminoácidos para proteínas, os pesquisadores reiniciam cada passo com ingredientes novos. Obviamente, isso frauda o experimento. 

A natureza não tem frascos de ingredientes puros para derramar a cada passo do processo. Considere outro experimento típico, que usa luz ultravioleta ao invés de eletricidade, para fazer com que os elementos químicos reajam. A ideia é estimular a luz do sol a se irradiar sobre um lago primitivo na Terra em seus primeiros dias. Só há um probleminha: as ondas mais compridas da luz ultravioleta são muito destrutivas e poderiam destruir o próprio aminoácido que os cientistas estão esperando formar. Então o que fazem? Filtram as ondas longas e usam somente as ondas mais curtas. Portanto, mais uma vez, o sucesso é comprado pelo preço de fraudar a experiência. 

Um lago ou charco primitivo real não teria nenhum filtro para proteger os frágeis aminoácidos dos raios destrutivos do sol. Como resultado, essas experiências não nos dizem o que poderia realisticamente ter acontecido na Terra primitiva; elas nos dizem somente o que acontece quando os pesquisadores controlam cuidadosamente as condições.

Leia a séria sopa primordial completa em :
1 - Conhecendo o Problema

2 - Aminoácidos Problemáticos
3 - O problema do Oxigênio
4 - O problema matemático
5 - Laboratório vs Natureza

6 - Organizando os elementos

5 comentários:

  1. A questão é sair da sopa primordial e chegar a um ser vivo por mais simples que seja!

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    1. Certamente seria simples fazer isso. Bem simples. ;)

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  2. Duas perguntas:
    1) Obviamente, conhecedores deste contexto apresentado no artigo, cientistas ateus seguem nesta linha de pesquisa e pensamento por qual motivo? Afinal, sabem que os experimentos são controlados e na natureza não.
    2) Cientistas ateus já devem ter sido confrontados com estes argumentos apresentados no artigo. Sabem dizer de que forma eles respondem a tais questões?

    Obrigado.

    Glécio

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    1. Olá GNJ Jr, obrigado por comentar.

      1) Na verdade cientistas ateus não seguem esta linha de pesquisa e pensamento, pois encontraram os problemas citados no texto. Recentemente em uma entrevista, Neil deGrasse Tyson declarou que o maior mistério da Terra é como este primeiro ser replicante surgiu. Como isto aconteceu ? Logicamente por não acreditarem que a experiência de Miller forneceu esta resposta. Na verdade, cientistas ateus tem esta pergunta aberta na mente. Nós criacionistas, imputamos a Deus a resposta por notarmos que a complexidade não pode ser acidental.

      2) Esta resposta é uma continuação da primeira pergunta. Logo após a experiência de Miller, houve um "frisson" no meio científico. A declaração era : Podemos criar vida em laboratório. Então surgiu uma série de outras experiências utilizando cada vez métodos mais modernos...porém...ao longo dos anos a decepção tomou conta da euforia.

      Apresentamos argumentos válidos mostrando que a experiência de Miller não mostrou nada. E na verdade, cientistas ateus sabem disso...eles não responderam com nada.

      Abraço!

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