8 de junho de 2017

Sopa primordial #3: o problema do oxigênio


Materialistas assumem que a vida surgiu no meio aquático da Terra primitiva - água que não continha absolutamente nenhuma vida, apenas minerais e substâncias químicas usadas pelos seres vivos. Para isso se assume que não havia oxigênio na atmosfera, porque o oxigênio na atmosfera destruiria toda possibilidade de vida que eventualmente surgisse por processos naturais. Os materialistas erroneamente assumem que a atmosfera não possuía oxigênio. Eles também assumem que a atmosfera continha certos ingredientes necessários, incluindo amônia, nitrogênio, hidrogênio, vapor d'água e metano. Entretanto, é bem sabido que a mistura desses ingredientes não cria vida. Então, materialistas teorizaram que algo mais seria necessário - talvez uma descarga de energia. 

Os experimentos de Stanley Miller supunham uma atmosfera rica em hidrogênio e com pouco (ou quase nada) oxigênio. Modelos teóricos recentes da formação da Terra sugerem que a atmosfera primitiva era medianamente oxidante. Isso parece estar confirmado por observações recentes realizadas em resíduos vulcânicos no norte de África que datam de mais de 4 bilhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], nos quais se encontra abundante "oxigênio pré-histórico". 

Assim, a atmosfera primitiva não teria as condições para a formação de moléculas orgânicas complexas e, portanto, para que surgisse a vida. Além disso, há alguns anos foi coletada na Groenlândia uma rocha com aproximadamente [supostos] 3,85 bilhões de anos. É uma rocha sedimentar - portanto a temperatura da Terra era tal que permitia a existência de água na forma líquida, permitia a evaporação e a precipitação. Nessa rocha havia carbonato, o que significa que existia gás carbônico. Havia óxido de ferro, portanto havia oxigênio. 

E, por fim, deveria existir nitrogênio; aliás, o nitrogênio deve ter existido na atmosfera sempre, porque, sendo um gás inerte, não se conhece nenhum processo físico, químico ou biológico que pudesse acrescentá-lo ou retirá-lo. 

Como se vê, a atmosfera primordial da Terra deveria ser constituída de vapor d'água, nitrogênio, gás carbônico e oxigênio. Sem amônia, metano ou hidrogênio, fundamentais na teoria de Oparin e nos experimentos de Miller. 

Portanto, o experimento de 1950 não é mais válido no que se refere à Terra ou à origem da vida.

Leia a séria sopa primordial completa em :
1 - Conhecendo o Problema

2 - Aminoácidos Problemáticos
3 - O problema do Oxigênio
4 - O problema matemático
5 - Laboratório vs Natureza

6 - Organizando os elementos

7 comentários:

  1. Interessantes os artigos sobre a sopa primordial. Fiquei com duas dúvidas:

    1) Por que o oxigênio destruiria a vida primordial?

    2) Como é chegada à conclusão de que não haveria amônia, metano nem hidrogênio na atmosfera primitiva?

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    1. Olá, Vamos tentar responder.

      1)A atual concentração deste elemento na atmosfera é a ideal para a existência de vida. Com uma atmosfera demasiado rica em oxigênio a vida tornar-se-ia impossível, pois este destruiria os aminoácidos e outras substâncias orgânicas vitais para os seres vivo e, além disso, como o oxigênio é um excelente comburente, uma pequena faísca faria arder tudo rapidamente. Contudo, com uma atmosfera mais pobre em oxigênio, a vida não se teria desenvolvido tal como a conhecemos. Nosso sistema respiratório é uma máquina em transformar o oxigênio para que não morrêssemos intoxicados. Como encontramos "fósseis" de oxigênio em rochas, na terra primitiva seria impossível um aminoácido sobreviver com a presença dele.

      2) A condição da terra primitiva é analisada por meio de resquícios destes gases em rochas e na atmosfera (fazendo cálculos de decaimento por exemplo). Desta forma sabemos que alguns elementos ( que são mais "novos") não estavam presentes.

      Dá uma olhada nisso aqui :

      Harry Clemmey e Nick Badham, "Oxygen in the Precambrian Atmosphere: An Evaluation of the Geological Evidence," Geology, Vol. 10 (March 1982), p. 141] ["Smaller Planets Began with Oxidized Atmospheres," New Scientist, Vol. 87, No. 1209 (July 10, 1980), p. 112.]

      [John Gribbin, "Carbon Dioxide, Ammonia – and Life," New Scientist, Vol. 94, No. 1305 (May 13, 1982), pp. 413-416.]

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  3. Muito interessante.É uma pena que não exista um debate honesto sobre as origens,apresentando o outro lado da história.Cada vez mais me convenço de que o universo e a vida foram cuidadosamente planejados por uma inteligencia suprema.

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    1. Verdade Marcos, por isso estamos apoiando a iniciativa www.origememrevista.com.br que vai justamente se ocupar com estes temas. Será muito bom discutir esses assuntos trazendo um contraponto.

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  4. Não entendo como, na perspectiva naturalista, seria possível a formação de água sem a existência do oxigênio. Outro questionamento que me vem à mente é se a descarga elétrica teria, sem a presença do oxigênio, o mesmo e feito no ambiente em que existe.

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    1. Verdade Charles. Está muito longe do possível estas variáveis serem combinadas afim de resultar o primeiro ser vivo replicante. Muito longe mesmo... eu diria que está a bilhões de anos de distãncia. :)

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