2 de junho de 2017

"A terra é azul, e eu não vi Deus"



Em 12 de abril de 1961, aos 27 anos de idade, o astronauta russo Yuri Alieksieievitch Gagarin, foi o primeiro homem a viajar pelo espaço, ou seja, fora da atmosfera terrestre. A bordo da nave Votok, ele deu uma volta completa em órbita, ao redor do planeta. De volta à Terra, ao ser entrevistado, ele disse: “A Terra é azul, e eu não vi Deus.” Essa frase não é nenhuma novidade, sabendo que o astronauta foi criado no regime socialista sob o qual foi ensinado desde pequeno que Deus deveria ser deixado em segundo plano. O Evangelista João já havia constatado esse fato muito tempo antes: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou” (João 1:18). E o apóstolo Paulo corroborou: “...o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A Ele honra e poder eterno. Amém!” (1 Timóteo 6:16). Portanto, o astronauta russo, na tentativa de menosprezar Deus, apenas confirmou um fato bíblico. A grandeza de Deus está além do domínio humano. Sua soberania é absoluta e ninguém pode nem poderá captar sequer um relance dEle; nem assumir qualquer aspecto de Seu poder.

Um exemplo inverso ao do astronauta russo foi o da Apollo 8. Ela foi a primeira nave espacial tripulada a deixar a órbita da Terra e a primeira a orbitar a Lua. Quando a nave chegou à Lua, na véspera do Natal, cerca de dois bilhões de pessoas - a maior audiência televisiva da história até aquele momento - estava sintonizada para testemunhar o acontecimento revolucionário, enquanto os astronautas transmitiam imagens da superfície lunar a partir da nave espacial.

Eu me lembro que minha família interrompeu as celebrações natalinas naquela noite para assistir às imagens em preto e branco da bela e austera superfície lunar. Os astronautas se revezaram lendo os dez primeiros versículos do livro do Gênesis, enquanto víamos aquelas imagens arrepiantes. Eu era apenas um menino, mas me lembro muito bem do efeito fascinante de ouvi-los dizer que "no princípio, Deus criou os céus e a terra", enquanto víamos passar pelas janelas da Apollo 8 as crateras da Lua. Fomos dormir naquela noite com a sensação firme de fazer parte de uma ordem criada muito maior do que nós mesmos.

Mas nem todo mundo ficou tão comovido. A famosa ateia Madelyn Murray O’Hair ajuizou uma ação contra a NASA (National Aeronautics and Space Administration) e exigiu uma liminar que a proibisse de "permitir atividades ou cerimônias religiosas, especialmente a leitura da Bíblia da sectária religião cristã, bem como a recitação de orações no espaço, em todas as futuras atividades de voo espacial". O’Hair se opôs à leitura do Gênesis por parte dos astronautas durante o programa de televisão e acusou a NASA de agendar o voo da Apollo 8 para a época do Natal "por motivos religiosos".

Três juízes rejeitaram os argumentos extremos de O’Hair. Eles entenderam, corretamente, que, quando o governo aceita a expressão religiosa privada, ele está protegendo a liberdade de expressão e a liberdade de religião, sem violar lei alguma: "As manifestações religiosas dos astronautas, transmitidas pela televisão, foram feitas pelos astronautas como indivíduos e não como representantes do governo dos Estados Unidos […] Proibi-los de realizar tais manifestações teria constituído uma violação dos seus direitos religiosos." A Suprema Corte norte-americana rejeitou o recurso de O’Hair.

Ao ler essa opinião, eu me entristeci por ver que o ateísmo de O’Hair a cegou diante da glória que aconteceu naquela noite. Junto com bilhões de pessoas, eu assisti naquela véspera de Natal a algo histórico e extraordinário: seres humanos que tinham partido da Terra estavam circundando a Lua pela primeira vez. Quando leram as palavras do Gênesis, eles colocaram sua descomunal realização num contexto mais amplo. Suas palavras nos lembraram de verdades gigantescas sobre Deus e sobre a ordem criada, que nos uniram e fizeram com que nos sentíssemos parte de algo muito maior do que nós mesmos.

Madalyn Murray O’Hair pode ter perdido tudo isso naquele momento inédito, mas nós, na época de Natal, em meio à correria e às agitações, também corremos o risco de perder a glória do verdadeiro significado do Natal. 

Dediquemos um pouco mais de tempo a refletir sobre a maravilha de que o mesmo Deus que colocou a Lua no céu também enviou Seu próprio Filho para nascer numa simples manjedoura e para ser o "Deus conosco".

Assista ao vídeo abaixo e depois leia a transcrição das falas (em inglês):

"We are now approaching lunar sunrise, and for all the people on Earth, the crew of Apollo 8 has a message we would like to send you:

'In the beginning God created the heaven and the earth. And the earth was without form, and void; and darkness was upon the face of the deep. And the Spirit of God moved upon the face of the waters. And God said, Let there be light: and there was light. And God saw the light, that it was good: and God divided the light from the darkness.'

[Jim Lovell:] 'And God called the light Day, and the darkness he called Night. And the evening and the morning were the first day. And God said, Let there be a firmament in the midst of the waters, and let it divide the waters from the waters. And God made the firmament, and divided the waters which were under the firmament from the waters which were above the firmament: and it was so. And God called the firmament Heaven. And the evening and the morning were the second day.'

[Frank Borman:] 'And God said, Let the waters under the heavens be gathered together unto one place, and let the dry land appear: and it was so. And God called the dry land Earth; and the gathering together of the waters called he Seas: and God saw that it was good.'

[Borman then added:] And from the crew of Apollo 8, we close with good night, good luck, a Merry Christmas, and God bless all of you – all of you on the good Earth."



(NASA-Goddard Space CenterNatal de 1968 - Criacionismo.com.brJordan Lorence)

7 comentários:

  1. No dia 13 de outubro de 1917 houve um milagre em Fátima visto por mais de 70.000 mil pessoas. O milagre do SOL. Esse milagre sé é possível em uma Terra Plana. DEUS somente DEUS tem o controle de tudo que criou, assim que havia paralisado o SOL para que uma batalha terminasse.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Cláudio, obrigado por comentar. Bem, eu não acho que o formato da Terra seja foco deste texto mas respeito o seu ponto de vista. Grande abraço!

      Excluir
    2. Terra plana?? rsrs... Cada uma que a gente lê que é brincadeira. O obvio e o logico do que é certo já não atrai mais o seres humanos, então inventam teorias absurdas para sei lá o que. Terra plana rsr... eu racho. Tem que rir mesmo.

      Excluir
  2. Onze de Gênesis, houve um equivoco ai, o texto que vocês escreveram é até bonito, mas não há relato na história de que o astronauta Yuri Gagarin tenha dito essa frase quando foi ao espaço, a única coisa que ele disse quando viu o nosso planeta foi "A Terra é azul". Comprovado pelo coronel Valentin Petrov, ele afirmou em 2006 que o Gagarin nunca disse tais palavras, e que a citação se originou do discurso de Nikita Khrushchev no plenário do Comitê Central do PCUS sobre a campanha anti-religião do Estado, dizendo que "Gagarin voou para o espaço, mas não viu qualquer deus lá." Como Gagarin era um membro da Igreja Ortodoxa Russa, é bem provável que ele realmente nunca tenha feito tal afirmação.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Erickson ! Obrigado por comentar !

      Excelente informação que você trouxe. Vamos verificar!

      Um grande abraço!

      Excluir
  3. Erickson Alves está correto, Gagarin jamais disse tais palavras "...não vi Deus...". Não sejamos radicais, por favor, verifiquem. Nós adventistas precisamos dar o exemplo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim querido, estamos analisando a informação, porém ainda não tivemos uma informação concreta. Não sou da igreja adventista, mas creio que o bom exemplo deve partir de todos. Meus irmãos adventistas sempre tem dado um ótimo exemplo, e se eu confirmar a informação, vou fazer uma "errata" no post.

      Excluir

Todos os comentários contendo demagogia, insultos, blasfêmias, alegações fora do contexto, só links ou pura idiotice, não serão publicados. Se pretendes comentar, verifique se o que vais dizer tem alguma coisa em comum com o que está a ser discutido.